Guardar dói

indie girl

A vida é uma guerra constante. Nas ruas e dentro de nós mesmos, vivemos uma guerra. E cada molécula do nosso corpo deve insistir em lutar. Unhas e dentes. Espadas e armas. Ou apenas sentimentos.

Cérebros se desentendem com corações enquanto o bêbado do outro lado da rua se desentende com outro. A nossa alma entra em conflito com a nossa mente e as duas mulheres ali estão puxando o cabelo uma da outra, sabe-se lá porque.

Tem aqueles que descem do salto. Tem aqueles que preferem ficar quietinhos. Tem aqueles que costumam enfrentar. Tem aqueles que costumam se calar. E se acolher dentro de si mesmos. E, assim, inicia-se a guerra interna. A guerra com alma, mente, cérebro, coração ou o que seja.

Atire a primeira pedra quem nunca quis bater boca com alguém. Quem nunca quis gritar com alguém. Quem nunca quis discutir. Mas ficou calado. Guardou. E a guerra interna começa. De novo, e de novo. Devia ter falado. Devia ter falado. E sua cabeça quase entrou em chamas por dentro. Mas não tinha extintor. Não tinha um balde d'água. Nada disso. Nada que pudesse apagar. Porque ninguém via.

Porque por fora estava tudo bem.

É como uma casa. Pega fogo por dentro, mas só por dentro. Por fora, parece uma casa da qual mora um casal feliz, dois filhos e talvez um cachorrinho. Mas, por dentro, está abandonada. Acoada. Pegando fogo.

Por isso, viva. Tem que gritar? Grite. Tem que falar? Fale. É fato: você nasceu pra viver. Então viva.
Porque guardar dói.

Um comentário:

  1. Sério que você só tem 11 anos? Você escreve tão bem! Gente, com 11, creio eu, ninguém sabe o que é molécula, daí eu chego aqui e puff! Caramba, parabéns pela escrita!

    "Tem aqueles que preferem ficar quietinhos." Me identifiquei nessa parte! Eu costumo dizer que sou da paz, sabe? Eu não suporto briga, tô sempre tentando ficar até mesmo sem discutir, sabe? Pra mim tudo pode se resolver em uma conversa e fim. E minhas guerras são internas, aquelas que corroem, sabe? Aquelas que estragam por dentro e me fazem ficar sem saber o que fazer.. Minhas guerras são comigo mesma. Às vezes eu posso dizer que eu sou, além de minha amiga, minha própria inimiga. Pra quê inimiga quando você mesma já se acaba por dentro, né? Mas, enfim... Adorei o texto, além de seu blog e já estou seguindo. Aliás, aceito, sim, ser sua afiliada (: Já estou colocando você nos afiliados!


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